Caminhada de Nikolas Ferreira amplia articulação da direita
Caminhada de cerca de 240 km entre Minas e Brasília reuniu parlamentares, influenciadores e lideranças conservadoras em meio ao calendário eleitoral.
A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), iniciada em janeiro de 2026 em Paracatu (MG) com destino a Brasília, consolidou-se como um movimento de forte repercussão no campo conservador em ano eleitoral. Com aproximadamente 240 quilômetros percorridos ao longo de seis dias, o ato — denominado por apoiadores como “Acorda Brasil” ou “Caminhada da Liberdade” — reuniu parlamentares, influenciadores e lideranças políticas de diferentes estados.
Entre os nomes associados à mobilização estão os deputados Gustavo Gayer, André Fernandes, Carlos Jordy e Zucco, além dos senadores Izalci Lucas e Magno Malta. No ato de encerramento, em Brasília, também estiveram presentes a deputada federal Bia Kicis, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e Sandra Faraj, deputada suplente e forte influenciadora da direita no Distrito Federal. Segundo registros divulgados, ao menos 38 congressistas participaram da manifestação na capital federal.

Durante a concentração na Praça do Cruzeiro, Sandra Faraj destacou o significado político da mobilização. “A caminhada demonstra que a direita brasileira mantém organização, base ativa e capacidade de mobilização real. Não se trata apenas de um ato simbólico, mas de um movimento que reafirma valores e mostra que há disposição para participar do debate nacional de forma firme e estruturada”, afirmou.
A mobilização começou com um grupo reduzido e ganhou adesão ao longo do percurso, incorporando moradores, simpatizantes, cantores, pastores e influenciadores, como Lucas Pavanato. Em Goiás, fazendeiros organizaram pontos de apoio e recepção ao grupo. A chegada ao Distrito Federal foi marcada por chuva intensa, alagamentos em trechos do trajeto e atraso na programação prevista.
Durante o encerramento, um raio atingiu um poste nas proximidades da estrutura montada para o evento, provocando explosão e deixando manifestantes feridos, atendidos pelo Corpo de Bombeiros. Mesmo diante das condições climáticas adversas, a concentração foi mantida.
Do ponto de vista político, a caminhada ocorre em um momento de reorganização estratégica da direita brasileira. Desde 2018, atos de rua passaram a integrar a dinâmica de mobilização do campo conservador. Em 2022, a base eleitoral conservadora manteve percentual expressivo no segundo turno presidencial, reforçando a importância de iniciativas presenciais como instrumento de coesão e visibilidade pré-eleitoral.
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