Digissexualidade 5 Ondas na Sexualidade Digital

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Digissexualidade 5 Ondas na Sexualidade Digital
Digissexualidade 5 Ondas na Sexualidade Digital

Digissexualidade 5 Caminhos na Sexualidade Digital

Entenda o conceito de digissexualidade segundo Carla Cavalheiro Moura e como a sexualidade mediada por tecnologia está sendo vivida e debatida na sociedade contemporânea.

A digissexualidade tem surgido como um conceito utilizado para descrever um modo emergente de viver a sexualidade na era digital, em que recursos tecnológicos se tornam centrais na experiência íntima de algumas pessoas. Termo relativamente recente, usado principalmente em literatura acadêmica e debates sobre comportamento humano, a digissexualidade refere-se a formas de interação sexual em que a tecnologia digital não é apenas um meio, mas ocupa uma função estrutural na vivência do desejo e da intimidade. Essa definição foi explicada em detalhes por Carla Cavalheiro Moura, professora e pesquisadora do Ambulatório de Dependência Tecnológica do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, em reportagem que discute o tema e seus possíveis impactos na vida social e emocional dos indivíduos.

Origem e significado da digissexualidade

Segundo estudos e entrevistas com especialistas, digissexualidade começou a ganhar visibilidade por volta de 2016 e 2017, à medida que pesquisadores observaram efeitos significativos da tecnologia sobre as relações íntimas e sexuais humanas. Para Carla Cavalheiro Moura, a digissexualidade descreve situações “em que o envolvimento sexual ocorre por meio da digitalidade, fazendo parte das chamadas interações sexuais mediadas pela tecnologia”, conforme explicação em reportagem especializada.

A literatura especializada costuma distinguir duas grandes “ondas” da digissexualidade, com a primeira envolvendo o uso da tecnologia como meio para práticas como pornografia on-line, sexting e aplicativos de relacionamento, e a segunda incluindo experiências em que a tecnologia se torna central na vivência sexual por meio de realidade virtual, robôs sexuais ou interações avançadas com inteligência artificial. (turn0search5)

O termo também tem sido definido em glossários e textos preparatórios para pesquisas acadêmicas como um conjunto de práticas e identidades que emergem quando “relacionamentos afetivos ou sexuais entre humanos e máquinas” se tornam significativos para o indivíduo, ampliando os modos de entender o desejo no contexto digital. Essa abordagem integra não apenas a experiência de interação com dispositivos, mas também a forma como essas interações influenciam desejos e vínculos afetivos.

Experiências e relatos associados à sexualidade digital

Reportagens sobre digissexualidade mencionam casos em que indivíduos relatam experiências emocionais e afetivas mediadas por inteligências artificiais ou plataformas digitais, fenômeno que alguns definem como uma forma pessoal de viver a sexualidade na era digital. Um exemplo amplamente citado envolve a influenciadora brasileira Suellen Carey, que relatou ter vivido um relacionamento de cerca de três meses com um chatbot de inteligência artificial, afirmando que essa interação a fez se “descobrir digissexual”, por sentir conexão e afeto por meio de respostas automatizadas. Em seu relato, ela destacou que a IA parecia “ouvir” e lembrar-se de detalhes de sua vida, o que contribuiu para a sensação de vínculo, mesmo reconhecendo que se tratava de um algoritmo executando padrões de resposta.

Relatos semelhantes foram divulgados em veículos de imprensa, em que a experiência de interagir com chatbots ou agentes digitais é descrita como capaz de produzir sensações de acolhimento e reciprocidade, apesar de não necessariamente refletir uma relação humana tradicional. Esses relatos ressaltam que, mesmo quando há consciência de que o outro interlocutor é uma tecnologia, a experiência subjetiva pode influenciar sentimentos de desejo ou apego, fenômeno que alguns especialistas vinculam ao modo como a tecnologia captura e responde às necessidades emocionais e sexuais de seus usuários.

Aspectos psicológicos e implicações sociais

Especialistas consultados em matérias sobre digissexualidade lembram que nem todas as experiências mediadas por tecnologia constituem algo patológico ou prejudicial, mas que determinados padrões podem ter implicações para a vida social e emocional dos indivíduos. De acordo com profissionais da psiquiatria e psicologia mencionados em reportagens, a sexualidade humana é influenciada por múltiplos fatores — biológicos, psicológicos, sociais e culturais — e, nesse contexto, a atração ou satisfação sexual mediada por tecnologia pode representar uma expressão consensual e adaptativa da sexualidade, desde que não gere sofrimento clínico ou interfira negativamente no funcionamento social e ocupacional da pessoa. (turn0search1)

No entanto, quando a digissexualidade passa a ocupar um papel dominante a ponto de substituir quase totalmente as interações presenciais, alguns especialistas alertam para possíveis efeitos negativos, como isolamento social, dificuldade de manter relacionamentos afetivos com outras pessoas e impacto no bem-estar emocional. Esse debate é consistente com estudos que exploram a maneira como a tecnologia está integrada à vida sexual contemporânea, observando que a centralidade da tecnologia na satisfação sexual pode alterar dinâmicas de convivência e intimidade.

A discussão também tem se ampliado para incluir análises sociológicas sobre como práticas mediadas por tecnologias emergentes, como realidade virtual e robótica sexual, podem reconfigurar a experiência humana de desejo, ao mesmo tempo em que suscitam questões éticas e culturais sobre os limites entre tecnologia e conexão humana. Embora o termo não seja reconhecido formalmente em manuais diagnósticos como o DSM-5-TR ou a CID-11, ele é usado em textos teóricos e qualitativos que buscam compreender essas transformações nas experiências de intimidade.

Debates em torno da digissexualidade na cultura contemporânea

A digissexualidade provocou debates culturais sobre o papel da tecnologia na vida emocional e sexual das pessoas, especialmente em contextos de hiperconectividade digital. Uma das questões levantadas por psiquiatras e comentaristas é se a atração ou vínculo mediado por inteligências artificiais ou dispositivos tecnológicos reflete uma mudança no conceito de intimidade ou se representa simplesmente uma extensão de práticas já existentes, como o uso de pornografia digital e encontros virtuais. Esses debates também abordam como normas sociais sobre relacionamentos e presença física influenciam a percepção pública sobre a digissexualidade, levando a diversas interpretações sobre seus impactos sociais e psicológicos.

Outra perspectiva considera a digissexualidade no contexto mais amplo das transformações causadas pela digitalização da vida social, em que interações mediadas por dispositivos ocorrem em diferentes esferas — trabalho, amizade, entretenimento e sexualidade — e, por isso, exigem uma compreensão integrada que leve em conta fatores tecnológicos, psicossociais e culturais. Nesse sentido, a digissexualidade surge não apenas como um fenômeno isolado, mas como parte de uma rede mais ampla de relações entre tecnologia e experiência humana no século XXI.

Possíveis impactos na vida social e relacionamentos

Embora a pesquisa sobre digissexualidade ainda esteja em seus estágios iniciais e dependa de mais estudos empíricos, as observações feitas por especialistas indicam que a forma como as pessoas vivenciam seu desejo e intimidade mediada pela tecnologia pode refletir mudanças societais mais amplas. Carla Cavalheiro Moura, por exemplo, ressalta que quanto mais imersiva e central for a experiência tecnológica na vida sexual de um indivíduo, maior a probabilidade de que isso interfira em relações humanas presenciais e na construção de vínculos afetivos tradicionais. Essa análise sugere que a digissexualidade não é apenas um termo descritivo, mas também um convite para explorar os efeitos socioculturais dessas práticas no cotidiano das pessoas.

Pesquisadores também enfatizam que a tecnologia digital continua a evoluir rapidamente, com novas formas de interação emergindo por meio de inteligência artificial, realidade virtual e interfaces avançadas, o que pode ampliar ainda mais as experiências associadas à digissexualidade. Esse contexto tecnológico dinâmico reforça a necessidade de investigação contínua sobre como essas relações com dispositivos influenciam saúde mental, relacionamentos e bem-estar social de maneira ampla.

Nesse cenário, a digissexualidade se apresenta como um conceito inserido no diálogo contemporâneo sobre sexualidade e tecnologia, convidando à reflexão sobre como os seres humanos definem intimidade, desejo e conexão em um mundo cada vez mais moldado por interfaces digitais.

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