Mulher é internada com Guillain-Barré após usar caneta emagrecedora do Paraguai e caso viraliza

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Mulher é internada com Guillain-Barré após usar caneta emagrecedora do Paraguai e caso viraliza
Mulher é internada com Guillain-Barré após usar caneta emagrecedora do Paraguai e caso viraliza

Mulher é internada com Guillain-Barré após usar caneta emagrecedora do Paraguai e caso viraliza

Uma história que tomou as redes sociais e os grupos de mensagem ganhou um novo capítulo preocupante. Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, está internada em Belo Horizonte (MG) desde dezembro de 2025 após complicações decorrentes do uso de uma caneta emagrecedora comprada no Paraguai sem prescrição médica, segundo informações da família.

Kellen foi inicialmente internada no Hospital João XXIII com fortes dores abdominais depois de aplicar a substância ilegal. Depois de receber alta, seu estado de saúde piorou rapidamente, com perda de força muscular e insuficiência respiratória, o que a levou a ser transferida para o Hospital das Clínicas da UFMG, onde permanece sob cuidados intensivos.

Diagnóstico grave: Síndrome de Guillain-Barré

Nesta quinta-feira (22), a filha de Kellen, Dhulia Antunes, confirmou que sua mãe foi diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) — uma condição autoimune rara em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, podendo provocar fraqueza muscular, paralisia e comprometimento de funções vitais como respiração e movimento.

Em sua postagem, Dhulia explicou que o diagnóstico foi confirmado pelos médicos e que Kellen segue recebendo atendimento especializado, alertando a população sobre os riscos de adquirir e usar medicamentos sem controle e orientação médica.

Produto sem controle e perigo real

O medicamento utilizado por Kellen foi adquirido de forma irregular no Paraguai, e não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — o que significa que não passa por qualquer avaliação de segurança, eficácia ou qualidade.

A Anvisa proibiu desde novembro de 2025 a fabricação, importação e venda de diversas canetas emagrecedoras não registradas no Brasil, incluindo aquelas que afirmam conter substâncias como tirzepatida — um princípio ativo utilizado em tratamentos de diabetes e emagrecimento sob rigoroso acompanhamento médico.

Especialistas alertam que produtos desse tipo, quando adquiridos no mercado paralelo, podem conter substâncias adulteradas, dosagens desconhecidas ou até componentes tóxicos, representando riscos graves ao organismo. A falta de controle de procedência impede também a análise adequada e a investigação sobre os compostos que causaram o agravo à saúde de Kellen.

Alerta sobre os riscos

Casos como o de Kellen ampliam o debate sobre os riscos associados ao uso de medicamentos não regulamentados, sobretudo aqueles que circulam de forma clandestina e prometem soluções rápidas para o emagrecimento. Autoridades sanitárias brasileiras e internacionais reiteram que substâncias comercializadas sem registro oficial, prescrição médica ou acompanhamento profissional representam uma ameaça concreta à saúde pública. Na prática, esses produtos escapam de testes clínicos rigorosos, não têm composição claramente definida e podem conter princípios ativos em doses imprevisíveis ou até substâncias proibidas.

De acordo com especialistas em vigilância sanitária, o consumo desses medicamentos pode provocar uma série de efeitos adversos, que vão desde reações alérgicas, intoxicações e danos hepáticos até complicações neurológicas graves. Entre elas, está a síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara, mas potencialmente incapacitante, na qual o próprio sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos. Embora as causas exatas da síndrome ainda sejam objeto de estudo, há consenso médico de que determinados gatilhos — incluindo infecções e o uso de substâncias químicas inadequadas — podem desencadear o quadro.

No caso de Kellen, cujo estado de saúde permanece grave, porém estável, a família decidiu transformar a experiência em um alerta público. O objetivo é conscientizar outras pessoas sobre os perigos de confiar em produtos divulgados em redes sociais, aplicativos de mensagens ou canais informais, muitas vezes apresentados como “naturais” ou “milagrosos”. Especialistas destacam que esse tipo de marketing explora a vulnerabilidade de quem busca resultados rápidos, ignorando riscos e minimizando possíveis consequências.

Autoridades reforçam que qualquer tratamento para emagrecimento deve ser feito com orientação médica, baseado em evidências científicas e dentro das normas regulatórias. O caso serve como um lembrete de que atalhos podem custar caro e que a promessa de resultados imediatos, quando não respaldada por órgãos oficiais, deve sempre ser encarada com desconfiança.

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