O governo Lula decidiu não escalar, por enquanto, a tensão com os Estados Unidos após a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de sua família aos EUA, segundo a BBC News Brasil. A emissora informou que auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o Planalto não deve fazer manifestação pública nem questionar autoridades norte-americanas sobre a entrada do senador no país.
O caso passou a integrar um cenário de relações já pressionadas entre Brasília e Washington. Conforme a BBC, o presidente Donald Trump afirmou no início da semana que autorizou a chegada da família de Flávio Bolsonaro, enquanto o governo brasileiro prioriza negociações sobre tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros.
Jato teria partido de Puerto Iguazú para Miami
A BBC News Brasil relatou que o jornal The New York Times apontou a possibilidade de Jason Miller, assessor de Trump e aliado da família Bolsonaro, ter fornecido um jato privado para o trajeto entre Puerto Iguazú, na Argentina, e Miami. A informação sobre o avião foi atribuída pela BBC à reportagem do jornal americano.
Segundo a emissora, auxiliares de Lula consideram que a passagem de Flávio Bolsonaro pelo território argentino também agravou o distanciamento entre Brasil e Argentina. Os dois países estão sem embaixadores atuando regularmente, em meio a desentendimentos recentes entre os governos de Lula e Javier Milei.
Em documento divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil informou ter pedido consultas aos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio sobre medidas tarifárias aplicadas ao país. O governo brasileiro sustenta que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com compromissos dos EUA no comércio internacional.
Fonte do texto: bbc.co.uk.

