Palestra Desafio não é brincadeira completa 1 ano com 550 palestras e 40 mil pessoas impactadas no DF

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Palestra ‘Desafio não é brincadeira’ alerta sobre riscos digitais e integra programação do Agosto Lilás
Foto: Henrique Araújo/SMDF

Mais de 550 palestras realizadas e 40 mil pessoas alcançadas em um ano. Esses são os números do programa Desafio Não É Brincadeira, iniciativa pioneira do Governo do Distrito Federal (GDF) voltada à prevenção de crimes digitais contra crianças e adolescentes.

Criado no âmbito da Secretaria da Mulher do DF, o programa é executado pela Subsecretaria de Transformação Tecnológica e Inovação Feminina, liderada por Sandra Faraj.

A subsecretária atua há anos em pautas ligadas à proteção de crianças e adolescentes, com iniciativas voltadas ao combate à automutilação, enfrentamento à pedofilia e prevenção de crimes no ambiente digital.

O programa tem como foco orientar famílias, estudantes e educadores sobre os riscos do ambiente online, abordando temas como desafios perigosos na internet, cyberbullying, exposição indevida, aliciamento online e outras formas de violência virtual.

A iniciativa ganhou força após o caso de Sara Raíssa Pereira, de 8 anos, moradora de Ceilândia, que morreu em abril de 2025 após supostamente participar de um desafio viral na internet.

O episódio acendeu um alerta no Distrito Federal sobre o acesso precoce de crianças a conteúdos perigosos nas redes sociais e reforçou a necessidade de ações preventivas.

Palestra Desafio não é Brincadeira
Palestra Desafio não é Brincadeira

Desde então, o programa passou a percorrer escolas, igrejas, comunidades e eventos em diversas regiões administrativas do DF, levando informação direta sobre ameaças digitais que muitas vezes passam despercebidas dentro de casa.

As palestras abordam temas como cyberbullying, automutilação, estupro virtual, grooming, aliciamento em jogos online, golpes digitais, assédio e desafios perigosos.

Um dos focos é explicar, de forma prática, como criminosos se aproximam de crianças e adolescentes na internet. A prática conhecida como grooming envolve a criação de vínculos emocionais com menores para posterior exploração.

Outro alerta importante é o uso de tecnologias como inteligência artificial em crimes virtuais. O programa orienta sobre o uso de deepfakes, que permitem simular rostos e vozes em tempo real, criando falsas identidades em chamadas com crianças e adolescentes.

Palestra Desafio não é Brincadeira
Palestra Desafio não é Brincadeira

A recomendação é que pais e responsáveis acompanhem o uso da internet, observem mudanças de comportamento e mantenham diálogo constante com os filhos.

O programa também aborda os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento do cérebro de crianças e adolescentes. Entre os pontos discutidos está a chamada “dopamina barata”, relacionada ao consumo contínuo de estímulos rápidos, como vídeos curtos e recompensas imediatas.

Além da conscientização, o Desafio Não É Brincadeira orienta sobre canais de denúncia e redes de apoio, como Conselho Tutelar, Polícia Civil e serviços especializados em casos de violência digital.

Para a subsecretária Sandra Faraj, a iniciativa tem papel fundamental na prevenção.

“O Desafio Não É Brincadeira nasceu para proteger vidas. A informação é a principal ferramenta que temos hoje para evitar que crianças e adolescentes se tornem vítimas no ambiente digital”, afirmou.

Relatos de participantes indicam mudança de comportamento após as palestras.

“Eu achava que minha filha estava segura dentro de casa. Depois da palestra, percebi que o perigo também está no celular”, disse Mariana Alves, mãe de estudante da rede pública.

“Antes eu via desafios na internet como brincadeira. Hoje sei que pode ser perigoso”, relatou Lucas Ferreira, estudante do ensino médio.

Educadores também destacam o impacto nas escolas.

“Os alunos passaram a conversar mais sobre o tema e a se alertar entre si. Isso mostra que a informação está fazendo efeito”, afirmou Carlos Henrique Souza, coordenador pedagógico.

Com um ano de atuação, o programa se consolida como uma das principais ações de educação digital preventiva no DF.

A expectativa é de ampliação do projeto, com mais palestras e fortalecimento da rede de proteção envolvendo famílias, escolas e órgãos públicos.

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