Arte de divulgação: Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Fonte original.
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro recebe, de 27 de outubro a 1º de novembro de 2026, atividades da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) com o tema Ciência Delas. Segundo a programação divulgada pela instituição, oficinas, jogos, trilhas, visitas mediadas, palestras, rodas de conversa, exposições e experiências práticas vão abordar trajetórias e contribuições de mulheres para a produção do conhecimento científico, com atendimento previsto das 9h às 16h, na Rua Jardim Botânico, 1008, no Rio de Janeiro.
Coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia reúne iniciativas de instituições de diversas partes do país. No Jardim Botânico, a edição de 2026 concentra a programação na relação entre divulgação científica, botânica e a presença feminina na história da ciência, incluindo referências a pesquisadoras ligadas ao estudo das plantas e da radioatividade.
Graziela Barroso e Marie Curie estão entre as cientistas homenageadas
De acordo com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a programação destaca a botânica Graziela Barroso, apontada pela instituição como uma das mulheres que ganharam projeção no meio científico. A agenda também inclui a ocupação “Mulheres na Ciência”, dedicada a Graziela e à cientista franco-polonesa Marie Curie, reconhecida por seus estudos sobre radioatividade e pela aplicação dos raios X na medicina.
A ocupação reúne imagens e informações sobre a visita de Marie Curie ao Brasil, além de fotografias, documentos, instrumentos usados em expedições e exsicatas. Exsicatas são amostras de plantas preservadas, utilizadas em coleções científicas para registrar características das espécies e apoiar estudos posteriores.
Além da ocupação, o percurso pelo Museu do Jardim Botânico apresenta as exposições “Muito mais que um jardim”, “BioOCAnomia Amazônica” e “Ser (tão)”. No fim de semana incluído no período do evento, a programação prevê jogos botânicos e visitas guiadas ao museu, conforme o anúncio institucional.
Trilhas de Sexta terão carimbos no Passaporte do Jardim Botânico
Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, também serão realizadas as trilhas que fazem parte da programação anual Trilhas de Sexta. Segundo o Jardim Botânico, os participantes poderão obter carimbos para a jornada “Desbravador de Trilha”, registrada no Passaporte do Jardim Botânico.
A presença de trilhas, jogos e visitas mediadas integra a proposta de aproximar diferentes públicos de temas relacionados à flora e ao trabalho científico desenvolvido pela instituição. A programação anunciada combina atividades em espaços abertos e conteúdos apresentados nas exposições e coleções do museu.
Uma das propostas anunciadas é “A Ciência delas na memória do JBRJ”, com visita ao Galpão Acervo e Memória, exposição de documentos e palestra. A atividade relaciona a preservação de acervos à produção de conhecimento e aborda trajetórias de pesquisadoras como Graziela Barroso e Maria Bandeira, além da passagem de Marie Curie pela instituição.
Na área de conservação, a apresentação “Mulheres que conservam”, do Centro Nacional de Conservação da Flora, destaca a contribuição de pesquisadoras e espécies homenageadas. Já a oficina de mini-exsicata propõe uma atividade didática para apresentar morfologia vegetal, taxonomia e o papel dos herbários. As datas e os horários de cada atividade podem ser consultados na programação detalhada publicada no portal do Jardim Botânico.
Coleções botânicas preservam registros de espécies e expedições
A ligação entre memória científica e conservação aparece nas próprias atribuições do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Conforme informações institucionais, o órgão realiza pesquisas com ênfase na flora, mantém coleções científicas e desenvolve ações de divulgação e educação voltadas à conservação da biodiversidade.
Essas coleções guardam registros obtidos em expedições científicas, como amostras de plantas, madeiras, frutos e sementes. Segundo a instituição, esse material permite documentar a existência das espécies, suas características e os ambientes onde foram encontradas, além de subsidiar pesquisas, a produção de mudas e a conservação de plantas fora de seu habitat natural.
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro iniciou suas atividades em 1808, de acordo com o histórico publicado pela própria instituição. Na fase inicial, o espaço foi utilizado para experiências com vegetais e para a aclimatação de espécies trazidas de outras regiões. Ao longo do tempo, o local ampliou suas funções de pesquisa, preservação, educação e visitação pública.

