Canetas emagrecedoras ampliam incertezas para redes de farmácia

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Canetas emagrecedoras
Foto/Arte: Minuto61 - EditorIA

As canetas emagrecedoras seguem em alta no mercado brasileiro, mas a expansão do segmento passou a ampliar as incertezas para as redes de farmácia, que veem suas ações pressionadas na B3 diante de mudanças na distribuição e do avanço da concorrência, segundo a CNN Brasil. A discussão ganhou força em meio à possibilidade de venda direta do fabricante ao consumidor e à expectativa de entrada de novos concorrentes e versões genéricas.

O movimento não se limita a um medicamento específico: ele pode alterar a cadeia de venda hoje concentrada nas farmácias físicas e no comércio online. De acordo com os entrevistados pela CNN Brasil, investidores passaram a precificar esse risco ao avaliar o potencial de perda de espaço das grandes redes, ao mesmo tempo em que a eventual entrada de supermercados no segmento adiciona mais pressão sobre margens e rentabilidade.

Canetas emagrecedoras: venda direta ao consumidor entra no radar

Segundo Thiago Godoy, educador financeiro e apresentador da Resenha do Dinheiro, uma das mudanças que passou a mexer com a Bolsa é a possibilidade de o fabricante vender diretamente ao consumidor final. Ele afirma que o mercado já reagiu a esse cenário, porque a desintermediação pode desequilibrar a estrutura atual de distribuição e reduzir o espaço das redes farmacêuticas. Na avaliação dele, se a regulamentação avançar nesse sentido, toda a dinâmica do setor muda.

Mais concorrência e pressão sobre preços

Segundo CNN Brasil, a CNN Brasil também destaca que investidores acompanham a chegada de novos fabricantes e, no futuro, de versões genéricas das canetas, o que tende a aumentar a competição. Esse cenário pode pressionar preços e, por consequência, as margens de lucro das empresas do varejo farmacêutico. A leitura é de que a demanda continua firme, mas o ambiente competitivo ficou mais desafiador para as grandes redes listadas na B3.

Supermercados podem ampliar disputa pelo mercado

Outra frente observada pelo mercado é a chance de os supermercados ampliarem sua participação na venda de medicamentos, segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos. Ela avalia que, caso mudanças regulatórias permitam essa expansão, o ambiente para as grandes redes pode ficar ainda mais difícil. Para Marilia, o poder de negociação dos supermercados com fornecedores adiciona uma nova camada de pressão sobre as farmacêuticas.

Segundo CNN Brasil, o debate foi apresentado no programa Resenha do Dinheiro, da CNN Brasil, com Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch. A atração vai ao ar às sextas-feiras, às 19h, no CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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