As eleições em Israel terminaram em 27 de outubro sem uma maioria definida no Parlamento, segundo pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais redes de televisão e reportadas pelo G1. Os levantamentos indicam que nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o grupo liderado por Gadi Eisenkot alcançaria os 61 assentos necessários para controlar a Casa de 120 cadeiras.
O resultado mantém em aberto a formação do próximo governo israelense. De acordo com o G1, a apuração oficial pode levar dias, e os partidos menores devem ter papel decisivo nas negociações para formar uma coalizão. Enquanto isso, Netanyahu poderá permanecer à frente de um governo interino.
Partidos árabes podem obter até 18 cadeiras
As pesquisas citadas pelo G1 apontaram que dois partidos árabes israelenses poderiam conquistar entre 17 e 18 assentos, um resultado que pode ampliar sua influência nas articulações parlamentares. Nenhuma legenda obtém sozinha a maioria, o que torna alianças necessárias para indicar o primeiro-ministro.
A votação foi a primeira eleição geral israelense desde o início da guerra na Faixa de Gaza, após os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Segundo a reportagem, Netanyahu buscou a reeleição em meio a processos por corrupção que nega e à disputa com Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas e líder do partido Yashar.
Fonte do texto: G1.

