Segundo o G1, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, denunciou em 27 de outubro uma suposta tentativa de fraude nas eleições em Israel, realizadas para renovar os 120 assentos do Knesset, o Parlamento do país. Netanyahu acusou três dirigentes do partido árabe Lista Árabe Unida, conhecido como Ra’am, de tentarem interferir no pleito. Os três foram detidos no sul do país com envelopes contendo dinheiro, conforme a reportagem.
A votação foi a primeira eleição geral israelense desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e ocorreu em um cenário de polarização política e debates sobre segurança. Os locais de votação tinham fechamento previsto para as 22h no horário local, 17h em Brasília. O Likud, partido de Netanyahu, pediu a ampliação do horário de votação, mas o Yashar, legenda liderada por Gadi Eisenkot, contestou a proposta.
Maioria no Knesset exige 61 das 120 cadeiras
Para indicar o primeiro-ministro, um bloco político precisa reunir ao menos 61 assentos no Knesset. As pesquisas citadas pelo G1 apontavam disputa equilibrada entre o Likud e o Yashar, sem previsão de que uma única sigla alcançasse sozinha a maioria. A divulgação do resultado final poderia levar dias, e as negociações entre partidos seriam necessárias para a formação de um governo.
O líder do Ra’am, Mansur Abbas, rejeitou a acusação de Netanyahu e disse que o primeiro-ministro tentava mobilizar eleitores de direita. O Yashar afirmou que a denúncia poderia preparar uma contestação do resultado em caso de derrota. Até aquele momento, Netanyahu e Eisenkot não haviam anunciado alianças com os partidos que representam a população árabe de Israel.
Fonte do texto: G1.

