Equipe do Sesi-DF garante vaga no torneio mundial de robótica

Equipe Sesi-DF garante vaga no mundial de robótica (8/3)
Foto Bruno Frauzino - (crédito: Sesi-DF/Divulgação)

Equipe do Sesi-DF garante vaga em torneio mundial de robótica

O resultado foi anunciado na tarde deste domingo (8/3) na final do Festival Sesi de Educação, na Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera.

A Albatroid, equipe formada por estudantes do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF), será uma das representantes brasileiras no First Championship 2026 — torneio mundial de robótica em Houston, no Texas, nos Estados Unidos, em abril. O resultado foi anunciado na tarde deste domingo (8/3) na final do Festival Sesi de Educação, na Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera.

O time compete na modalidade First Lego League Challenge (FLLC), da qual participaram 100 equipes de diversos estados. Três se classificaram para o torneio internacional. Elas tiveram de montar e programar robôs com a tecnologia Lego e também foram avaliadas quanto ao projeto de inovação desenvolvido na temporada, o design do robô e os core values (valores fundamentais).

Engenharia premiada

Na First Robotics Competition (FRC), modalidade em que os estudantes competem com robôs de porte industrial, a Robot’s District conquistou o prêmio Excelência em Engenharia, que premia o robô que apresenta uma solução projetada para que os componentes funcionem de forma integrada.

De acordo com a avaliação dos juízes, lida durante a premiação, “a equipe desenvolveu uma base sólida de engenharia, com uma abordagem profissional no processo. Batizado de Scorpion, o robô do time pesa 48kg e tem 55cm de altura. Das 48 equipes que participaram da modalidade, a Robot’s District terminou na 14ª colocação das partidas qualificatórias.

Stem Racing

Na modalidade voltada à velocidade, a equipe Axis trará para casa o troféu Identidade Visual. Nesse quesito, os juízes observaram como a equipe se apresenta, o quão rápido a ela é reconhecida visualmente na competição e a estratégia usada para criar a identidade visual do time.

Responsável pelo marketing da escuderia, a novata na competição Carolyna Castro, de 17 anos, segurava, realizada, o troféu. “É emocionante. No começo, não me sentia segura, mas, com o tempo, fiquei mais confiante e cada vez mais orgulhosa de mim mesma”, conta, sobre a missão que exerceu na escuderia.

Nesta prestigiada competição educacional, os estudantes são imersos em um desafio multidisciplinar que simula a complexidade do ecossistema da Fórmula 1. O núcleo técnico da disputa exige que as equipes projetem, desenvolvam e testem protótipos de carros de corrida em miniatura, construídos para atingir velocidades impressionantes em uma pista reta de exatamente 20 metros de comprimento. Entretanto, o desempenho nas pistas é apenas uma fração do que se espera dos competidores.

A dinâmica pedagógica vai muito além da engenharia, exigindo que os jovens atuem como gestores de uma escuderia real. Isso inclui a elaboração de um plano de negócios robusto, a prospecção ativa de apoiadores e patrocinadores no setor privado, e o desenvolvimento de estratégias de marketing digital focadas no engajamento em mídias sociais. Essas etapas visam fomentar habilidades de comunicação, negociação e visão empreendedora, preparando-os para as exigências reais do mercado de trabalho global.

Além dos pilares técnicos e comerciais, a competição integra uma dimensão humanitária obrigatória: a criação e execução de um projeto social. Essa iniciativa visa estimular a responsabilidade cívica e a empatia, desafiando os estudantes a gerarem impactos positivos em suas comunidades locais. Dentro do sistema de pontuação, o engajamento social é valorizado de forma estratégica, servindo frequentemente como o critério decisivo de desempate em disputas acirradas. Dessa forma, o torneio consolida-se como uma plataforma completa de formação, unindo inovação tecnológica, gestão empresarial e consciência social.

“Nossas premiações são resultado do trabalho que fazemos nas nossas escolas e da atuação massiva das tecnologias educacionais dentro de sala de aula. Toda a parte STEAM [acrônimo em inglês com as iniciais de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática] é trabalhada junto à parte pedagógica, o que tem sido essencial para alcançarmos prêmios como estes”, destaca a gerente executiva de Educação do Sesi/Senai-DF, Valéria Silva.

Também competiram pela Rede Sesi-DF de Educação as equipes Aion-X, da modalidade FLLC, e Harpia, da Stem Racing.

Com informações do Sesi-DF

Fonte: Agência Brasília

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