Segundo Metrópoles, dez pacientes com ebola fugiram de um hospital na República Democrática do Congo após o local ser atacado por uma multidão na quarta-feira, 15 de julho, segundo o Metrópoles. Médicos e enfermeiros também deixaram a unidade depois da revolta, iniciada após a morte de uma mulher durante o parto no centro de saúde.
O episódio evidencia a tensão em torno do atendimento a pessoas infectadas pelo vírus no país. De acordo com a reportagem, a família da paciente e outras pessoas invadiram o hospital com pedras e pedaços de madeira, em meio à desconfiança da população sobre o risco da doença e sobre as equipes médicas.
Pacientes com ebola: mulher morreu durante o parto antes da invasão ao hospital
Segundo o Metrópoles, a morte ocorreu porque a paciente sofreu anemia grave e não pôde receber transfusões de sangue por causa do surto de ebola. A reação da família desencadeou o ataque ao hospital, que acabou atingindo pacientes internados, profissionais de saúde e a estrutura da unidade.
Exército abriu investigação sobre o ataque na República Democrática do Congo
Após a fuga dos 10 pacientes com ebola, o exército da República Democrática do Congo abriu uma investigação sobre o ataque, informou a publicação. A reportagem também diz que manifestações desse tipo têm se tornado cada vez mais comuns no país, embora não detalhe número de ocorrências nem prazo para a conclusão da apuração.
Como o caso envolve um surto de ebola, a preocupação é com a possibilidade de novas interrupções no atendimento e com a segurança de pacientes e equipes médicas. A fonte não informou se os fugitivos foram localizados nem se o hospital retomou o funcionamento normal após a invasão.
Fonte do texto: Metrópoles.








