Antidepressivo é encontrado no cérebro de tubarões-martelo no litoral do Rio

COMPARTILHE!
Sertralina em tubarões-martelo
Foto/Arte: Minuto61 - EditorIA

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontraram sertralina, um antidepressivo amplamente usado no tratamento da depressão e da ansiedade, no cérebro de tubarões-martelo capturados acidentalmente no litoral do Rio de Janeiro, segundo o G1. O estudo analisou animais das espécies Sphyrna lewini e Sphyrna zygaena, ambos criticamente ameaçados de extinção, e identificou a substância em exemplares encontrados em redes de pesca no Recreio dos Bandeirantes, na Barra da Tijuca e em Copacabana.

A descoberta reforça as evidências de que resíduos de medicamentos chegam ao ambiente marinho e alcançam espécies no topo da cadeia alimentar. No caso relatado pela UFRJ, a presença da sertralina foi associada ao descarte de resíduos domésticos e ao tratamento incompleto do esgoto, que permite a permanência de compostos farmacêuticos na água e a sua circulação até rios e mar.

Sertralina em tubarões-martelo: monitoramento no litoral fluminense desde 2018

os tubarões foram encaminhados aos pesquisadores por meio de parceria com pescadores locais, dentro do Projeto EcoShark, que monitora a saúde de tubarões na costa fluminense desde 2018. A pesquisa também investiga contaminantes emergentes em elasmobrânquios, grupo que inclui tubarões e raias.

O que os cientistas ainda vão investigar

Os autores do estudo afirmam que a presença da sertralina no tecido cerebral ainda não permite concluir se houve alteração no comportamento ou na saúde dos animais. De acordo com a reportagem, os efeitos da substância em tubarões-martelo seguem em investigação, e a afinidade do medicamento por tecidos ricos em gordura e pelo sistema nervoso pode explicar sua detecção no cérebro.

A sertralina foi identificada em tubarões-martelo capturados em três áreas da capital fluminense: Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Copacabana. O próximo passo objetivo citado na apuração é aprofundar a análise sobre o impacto do composto em espécies marinhas ameaçadas.

Fonte do texto: G1.

Portal Minuto 61 © 2022 – Strike Media

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Conheça nossa política de privacidade.